[NEM MAIS UM GOLE] – Entrevista com Andreza Poitena

Andreza, 43 anos, é entre outras coisas, punk, anarquista e autodidata.

Abandonou o futebol profissional pelo universo que o punk lhe proporcionava, montou e monta bandas, espaços subversivos, subverte a própria vida em busca de um bem coletivo, a liberdade.
Atualmente está na banda Tuna, Coletivo Cultive Resistência, selo No gods No Masters, Projeto social Vivência na Aldeia e mora em meio a mata atlântica no Espaço Semente Negra.
Andreza acredita que precisamos ser mais simples na vida e que é preciso termos tempo para dar alegria a nós mesmos.

 

Leo Cucatti: Quando criança você se lembra de ver seus pais, tios, parentes bebendo? Lembra o que pensava a respeito? Passou por alguma situação daquelas em que o pessoal molha a chupeta na cerveja ou deixa a criança beber a espuma da cerveja?

Andreza: Meus pais nunca foram de beber muito, apenas socialmente, em alguma festa, confraternização. Minha família sempre foi do esporte. Meus pais sempre praticaram esporte e em casa isso sempre foi muito presente na nossa vida: futebol, basquete, tênis, vôlei, natação, surf, bike, por exemplo, foram muito presentes na minha vida. Como o esporte não combina nada com bebida, dentro da minha família, não tive contato com bebida. Mas nessas festas lembro muito de um casal de amigos dos meus pais que bebiam muita cerveja e davam para seus filhos não só molhar a chupeta, mas beber mesmo. Eram crianças de 6 anos já bebendo um copo de cerveja e todos achando bem legal!

Eu ficava chocada com aquilo, mesmo bem nova. Acredito que por causa da educação que meus pais me passaram desde criança. E meus pais sempre comentavam sobre isso, de ser ruim já ensinar e incentivar a bebida alcoólica para pessoas tão novas.

Hoje eu penso muito sobre de como tive sorte de ter os pais que tenho, tenho três irmãs e eles tinham medo da gente sofrer com machismo e ter que ficar cuidando de marido. E faziam planejamentos para que todas pudessem estudar e serem independentes e fortes, poder escolher o que quisessem ser. E o esporte, a saúde e o estudo estavam sempre dentro desses planos.

 

Leo Cucatti: Alguma vez você já bebeu? Sentia que havia uma pressão de amigos e da sociedade pra você começar a beber ainda muito jovem?

Andreza: Nunca bebi, sempre achei ruim, o gosto mesmo. Eu dava umas bicadas pra ver como era e achava péssimo e me perguntava: “Gente, como pode gostar de beber isso?” Eu saía muito com as minhas amigas que jogavam futebol comigo, elas gostavam de beber essas bebidas mais doces, tipo espanhola. Mas  elas nunca foram de beber muito. Eu era nerd do futebol, não queria ficar mal pra jogar e treinar no dia seguinte. Então não bebia.

Depois que fui crescendo, comecei a andar com uma outra amiga, com 16/17 anos. Os irmãos dela sempre iam nas baladas e bebiam muita cerveja, ficando com várias garotas e, às vezes, a gente saia junto com eles, aproveitava a carona pra ir pra algum lugar. Eu odiava ter que depender de pessoas bêbadas pra dirigir, odiava a maneira que eles tratavam as meninas, era estranho pra mim. Minha vibe sempre foi ficar jogando futebol o dia todo no clube e quando saía para as baladas  me sentia um peixe fora d’água, mas existia aquela coisa de que todo adolescente precisa ir pra balada, pra bar, ficar com os amigos. Eu gostava até um ponto, mas depois ficava bem entediante e eu já queria ir embora.

Algumas pessoas falavam pra eu experimentar, beber isso ou aquilo, mas nunca senti uma pressão. Eu achava ruim, pra mim foi leve falar que o gosto é ruim e pronto, papo encerrado!

 

 

Leo Cucatti: Quando foi que você começou a ter um pensamento crítico em relação ao consumo de bebida alcóolica? E por que você escolheu não beber?

Andreza: Acredito que o meu pensamento crítico no início era mais porque a pessoa bêbada é muito chata. Muitas pessoas que bebem falam que não ficam chatas, mas isso é mentira. Toda pessoa, quando está bêbada, não fica igual quando está sóbria. Algo muda e isso já me deixava querer estar distante daquela pessoa. Não sei lidar, porque é outra pessoa, outro comportamento, então me mantenho distante.

Mas quando comecei a ir em shows punk eu comecei a ter uma visão mais crítica politicamente. Conheci o anarquismo e o SXE e me senti muito amparada por aquilo tudo. Eu conheci o hardcore por causa do surf, dos vídeos de surf e skate que eu via com as minhas amigas, a gente pegava as bandas que estavam tocando na trilha sonora e ia atrás. Foi quando montamos uma banda só de garotas que chamava “Skirt” e nessa época fui em uma verdurada em São Paulo. Morava em Itanhaém, cidade de praia, e aquilo pra mim foi mágico. Pessoas que ouviam hardcore, não bebiam, eram vegetarianos e com uma visão crítica de muita coisa que eu tinha, mas que ficava perdida dentro de mim, talvez por morar em uma cidade pequena. Depois disso, decidimos ter uma outra banda mais crítica politicamente, vegan, SXE, anarquista e de garotas, o “One Day Kills”. E isso foi fazendo eu entender como era importante todo aquele posicionamento dentro de uma sociedade patriarcal, racista, especista e resumindo, fascista!

Fazia todo sentido pra mim a bebida não estar inserida nesse meio. Se você para pra pensar mais profundamente sobre a bebida, não faz sentido um punk, um anarquista, um hardcoreano beber. São subculturas que vão contra a violência de gênero, contra qualquer tipo de poder e a bebida é exatamente uma ferramenta para nos alienarmos, que gera violência, gera relações de poder, abusivas e nos tira totalmente o respeito e empatia com outras pessoas e seres à nossa volta.

 

Leo Cucatti: Sim, eu sempre pensei dessa forma também sobre não fazer sentido um punk, anarquista ou contestador no geral beber dessa forma como vemos por aí… Inclusive no livro “Dance of Days – duas décadas de punk na capital dos EUA” alguém fala sobre isso, sobre os punks da geração anterior que bebiam e se drogavam muito, aí veio essa geração e mudou isso dentro do movimento punk…

Quando eu li lembrei muito do jovem que eu fui e dos questionamentos que eu me fazia sobre tudo isso… Você já leu esse livro? O que achou?

Porque uma das coisas que fica claro no livro é essa questão de não beber e ser contra sistema, porque basicamente o sistema nos quer dopado e embriagado, não nos querem sóbrios… O que você acha disso?

Andreza: O livro traz muito aquele sentimento de mudar o mundo através da música, talvez seja algo romântico, mas é exatamente isso que gosto de pensar. A música é uma ferramenta muito forte para unir pessoas e falar sobre nossas ideologias e o punk faça você mesmo que o livro traz é incrível, montar seu próprio selo para lançar suas bandas e de seus amigos e amigas, fazer seus próprios shows, organizar suas próprias viagens e, principalmente, questionar!! E o consumo de bebida alcoólica e das drogas no meio musical é muito forte. Quando vem a ideia desses jovens se opor a isso e criar uma vertente do punk sem uso de drogas e bebida é inspirador. É você realmente estar questionando e se opondo a esse modo de vida que só danifica as relações, nossas lutas e nossas formas de resistência.

 

 

Leo Cucatti: Falando em livros, no livro: ‘Guia politicamente incorreto da história do Brasil’, o autor comenta sobre os índios na época da colonização, quem eram bêbados, preguiçosos, e que passaram a morar perto dos brancos por que tinha vinho e cachaça… Eu gostaria de saber de você, que tem uma grande vivência em comunidades indígenas se você sabe algo sobre isso…

Andreza: Esse livro é péssimo, ele apresenta uma visão totalmente distorcida, reforça preconceitos e estereótipos contra as populações tradicionais. Nós já temos que lidar com isso em nosso dia a dia, na escola principalmente, a gente aprende um estereótipo do indígena totalmente errado. As pessoas, para conhecer, precisam ir até uma aldeia, conviver, entender e não basta um dia, é preciso entender toda uma realidade, processo histórico que foi vivido ali, entre outras coisas não menos importantes. É tudo muito delicado e nós, como não indígenas, sempre temos que tomar muito cuidado para não continuar a colonização. De achar que nosso jeito sempre é melhor, porque não é né? Dá pra ver onde chegamos!!

Imagina o indígena, que teve sua terra invadida, teve seu povo morto, as mulheres estupradas e tirado tudo que eles tinham ali, que é a floresta em pé, seu modo de vida e sua cultura. Normalmente, aldeias indígenas que estão mais afastadas, que conseguem viver minimamente sua cultura e seu modo de vida não buscam a bebida alcoólica. Agora a preguiça foi criada pelo capitalismo, que só pensa em produzir. Todas nós temos direito a preguiça!

 

Leo Cucatti: E também no geral, o que você sabe sobre o consumo de álcool nessas comunidades? Tanto historicamente quanto nos dias de hoje…

Andreza: Essa é uma realidade dentro das comunidades indígenas que estão mais próximas das cidades ou que tiveram uma grande influência do modo de vida não indígena. O problema aqui é que foi tirado dessas pessoas seu modo de vida, sua cultura. Essas pessoas não conseguem mais colher o alimento na mata, não tem mais material para construir suas casas, não conseguem mais viver sua cultura, seus cantos, suas danças, seu rezo. Elas precisam trabalhar para sobreviver, sair de suas aldeias, buscar um trabalho nas cidades para conseguir levar alimento para seu povo. A questão aqui é que na cidade elas são marginalizadas, sofrem preconceito e não conseguem emprego. Isso acaba matando essas pessoas, a cultura, suas raízes e elas entram em depressão e buscam formas de amenizar esse sofrimento, no caso a bebida alcoólica, que causa os mesmos problemas que vemos nas cidades, como violência doméstica e abuso por exemplo.

 

Leo Cucatti: No ‘No Gods No Masters Fest’ de 2017, se não me engano, teve uma roda de conversa, com a Cibele e a Pamela, sobre o consumo de bebida alcoólica, que foi baseada no zine “Álcool: Prazer colonizado pelo capitalismo patriarcal”, eu gostaria de saber como foi a escolha para essa roda de conversa fazer parte do festival? Que por sinal, foi muito interessante e foi um dos motivos que me fez sair de Americana para ir ao festival.

Andreza: Eu achei incrível quando chegou essa proposta, ainda mais vindo de duas manas incríveis e que não tem esse estereótipo de garotas SXE. O que é muito importante, porque as pessoas têm um julgamento de que sendo SXE é chato pra caramba com isso né? haha  Na verdade acredito que o SXE mudou muito, comparando a época em que conheci, que foi em 1998.  Hoje é outra coisa, foi criando outras vertentes que se afastaram muito da parte política, o que é bem triste na real. E que criou este estigma com o SXE. Muitas pessoas que são SXE tem até vergonha de falar que são, escondem para não serem julgadas e comparadas com pessoas que não bebem e são fascistas, por exemplo.

Por este motivo, achamos muito importante esse questionamento da bebida alcoólica vir de garotas não SXE, pessoas que tem uma visão crítica muito boa, um posicionamento importante e uma discussão muito válida para o festival.

Nós da No gods No masters temos bastante receio em vender cerveja no Fest, é complicado demais você ter bebida alcoólica em um festival de 03 dias, com todo mundo convivendo junto o dia todo, dormindo no mesmo lugar e com discussões sérias que precisam ter foco; levar a sério aquilo, sabe? A bebida pode gerar muitas coisas ruins ali, em um ambiente que é pra ser seguro, que é pra ser empoderador, consensual e anti hierárquico. E a bebida muda muito todo este contexto. Ela é perigosa demais e isso deixa uma tensão na gente. Já pensamos em não vender bebida alcoólica no fest, mas as pessoas compram em outro lugar e vem beber no local, não existe controle. Então optamos em sempre terminar cedo a venda da bebida, 10 da noite encerra e pronto.

Essa discussão é muito válida, rodas de conversas sobre isso deveriam ter sempre. Debates também para mostrar para as pessoas como é perigoso você estar sem o controle de suas atitudes. As pessoas deveriam pensar em beber menos pelo menos, beber um pouco e parar, porque a continuação disso afeta a liberdade de outras pessoas. Mas infelizmente, as pessoas não estão nem um pouco dispostas a mudar isso.

 

Leo Cucatti: Verdade; já percebi isso no Fest, inclusive cartazes contra o cigarro, que eu acho muito legal! E percebi também que a cerveja que vocês vendem é uma cerveja artesanal, não tem grandes marcas, você pode explicar um pouco pra gente os motivos dessa escolha? De não ter cervejas de marcas tradicionais… E o porquê de optar por uma cerveja artesanal? Isso gera apoio ou desagrada quem frequenta o fest?

Andreza: O cigarro é algo super complexo também, né? É insuportável ficar do lado de alguém fumando, mesmo em lugar aberto. Tinha que ter um cantinho do fumante, onde a pessoa fica lá sozinha, longe de todas as pessoas, até terminar de fumar para não incomodar ninguém. Parece radical, né? hahaha sim, gosto de ser radical!!

A gente tem vários motivos para escolher a cerveja artesanal. A cerveja é uma bebida fermentada como a kombucha, por exemplo, um processo super legal de preparação e feito com cereais. O problema da cerveja é a cultura da cerveja. Normalmente a gente compra cerveja artesanal para apoiar cooperativas, as cervejas que compramos para o fest ou foi de uma cooperativa local aqui da Juréia ou de uma cooperativa de mulheres. Além de apoiar os pequenos produtores, a gente não apoia essas marcas sexistas. Sempre pegamos uma artesanal e uma outra marca mais em conta, mas que não leve essa imagem da objetificação do corpo da mulher.

Um outro motivo de escolhermos essas cervejas é que a gente quer incentivar o uso da cerveja como um consumo mais social, de sentar com um amigo e amiga, beber uma cerveja e apreciar a bebida e não tomar todas e se embriagar. A cerveja artesanal consegue proporcionar mais isso, ela tenta trilhar mais pra esse lado de apreciar uma bebida milenar. O problema é que a cerveja virou outra coisa e isso é muito triste e é muito difícil mudar isso, o capitalismo é forte e essa cultura da cerveja já está impregnada nas pessoas. E, infelizmente, está impregnada em pessoas que poderiam estar questionando esse tipo de consumo.

 

Leo Cucatti: Porque você acha que a sociedade, no geral, não vê o álcool como uma droga com potencial de destruição muito maior do que outras como a maconha, por exemplo?

Andreza: Na verdade muitas pessoas sabem, algumas não sabem e outras não se importam. Mas é muita coisa envolvida nisso tudo. Primeiro tem as multinacionais de bebidas que são as que mais lucram e por isso a bebida nunca vai ser proibida ou ser colocada dessa forma destrutiva de uma maneira mais pública, como conscientização. Vai continuar dessa forma, com pequenos grupos lutando para mostrar o que a bebida alcoólica pode causar, seja com quem bebe ou com quem convive com quem bebe. O alcoolismo é um problema grave de saúde pública, é uma doença e que não tem cura, a pessoa pode parar de beber por um tempo, mas muitas vezes volta por diversos motivos, desde uma depressão até uma pequena frustração.

E acredito também que tem a parte cultural da bebida. Ela é muito forte aqui no Brasil principalmente. E cultura é algo muito forte, ela esconde muita coisa ruim, ela se torna algo importante, aquele momento em beber com amigos, de festa, confraternização, comemorações e que se torna impossível você comemorar ou se divertir apenas com um suco de fruta. As pessoas nem sabem se divertir sem uma bebida alcoólica do lado. É chocante isso, mas é pura realidade.

Quando uma pessoa pensa em diversão, a bebida alcoólica sempre está presente. E também acaba sendo o momento em que elas ficam anestesiadas da vida que elas levam. Uma vida estressante, com relações de poder, sem amor, solitárias e, principalmente, sem nenhuma perspectiva de mudança. O momento de sentar, mesmo que sozinho com um copo de álcool, faz a pessoa conseguir seguir e viver a próxima semana ou até mesmo, a próxima hora.

 

Leo Cucatti: Sim, eu penso assim também, e também já passei por diversas situações onde as pessoas não se divertem (e nem querem estar ali) se não tiver bebida alcoólica, mas sabemos que é perfeitamente possível se reunir com amigos, se divertir, ter uma banda, cantar e expurgar toda nossa raiva e indignação sem precisar de bebida alcoólica…

Andreza: Ah!! É muito melhor a gente se divertir sem estar embriagada. Já vi pessoas que estavam super ansiosas pra ver um show de uma banda, que esperou anos para ver uma banda e chega no dia bebe todas e nem consegue ver a banda hahaha. Essas histórias são bem comuns. Elas acabam nem se divertindo. Com certeza se tivesse tomado um suco de laranja isso não aconteceria. Diversas vezes quando estava em turnê com bandas fora do Brasil, a gente chegava no lugar do show muito feliz em encontrar nossos amigos e amigas, conversar, matar a saudade, mas dava poucas horas já não conseguia mais nem ficar do lado dessas pessoas. Muito triste. Quando fizemos a turnê com o Penny Rimbaud do Crass, as pessoas chegaram pra assistir a palestra e depois saíram pra balada beber, usar drogas, um rolê super vazio, as pessoas se acabando, lugar super hostil, sem segurança alguma, principalmente para as mulheres, daí eu penso: “As pessoas não entenderam nada da palestra”. É muito desolador. 


Leo Cucatti: Agradeço muito por essa conversa muito interessante e importante, gostaria que você deixasse um recado final para quem está acompanhando a coluna ‘Nem mais um gole’ e desse alguns exemplos de como podemos nos reunir (não nesse momento pandêmico hehe) e nos divertir sem precisar de bebida alcoólica..

Andreza: Eu que agradeço pelo convite! É muito importante esse espaço para a gente tentar levar essa mensagem sobre a bebida alcoólica, tomara que as pessoas que bebem possam entrar nessas entrevistas e ler né? Eu sinto que a gente acaba lendo só os assuntos que confortam a gente e isso é triste. Importante chegar nessas pessoas pra gente gerar uma conversa construtiva e mudar o rumo disso tudo.

São tantos exemplos que podemos fazer para nos divertir. Desde fazer uma comida juntas, conversar por horas tomando um chá, um café, um suco. Viajar com amigos e amigas, fazer esportes coletivos, montar uma banda, compor, ensaiar e organizar shows, fazer uma trilha na mata, nadar na cachoeira, fazer um pedal e tentar ir em um show sem beber, conversar com as pessoas, comer uma comida vegan e dar um pogo respeitando todas as pessoas em sua volta!

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