Foto por Mateus Mondini

[FAIXA A FAIXA] Futuro – Os Segredos Do Espaço e Tempo

A banda FUTURO fala sobre todas as músicas do EP “Os Segredos do Espaço e Tempo”.

Capa por: Flávio Bá
Capa por: Flávio Bá

Gestalt –  Uma música climática, pensada a partir da batida quebrada. Pensamos numa levada de batera “derretida”, baseada numas coisas dos Beatles tipo Tomorrow Never Knows e Ticket To Ride e fomos criando um lance meio oriental por cima, com um ar sinistro que de repente se encontra com uma parte barulhenta, meio hardcore meio Stooges, algo assim.

Prisão Material – Musicalmente é uma ode ao punk rock, meio roqueira, MC5, meio aquela coisa do sul da Califórnia antiga que a gente ama. Destaque para o refrão com a voz sussurrada, que é um dos charmes desse som.

Mandamentos –  Foi pensada em várias camadas, combinando um lance mais pesado com guitarras estilo Johnny Marr junto e a bateria tribal tipo Amebix, Killing Joke e tal que emenda nessa parte primitiva meio punk nacional meio Bad Brains. A letra fala sobre como o capitalismo tardio estimula e explora os piores sentimentos e comportamentos de territorialidade, exclusão e tribalismo – o que encaixa com a bateria da introdução, tipo tambores de guerra.

License To Fail – Uma das coisas mágicas dessa banda é a telepatia e sinergia entre nós quando estamos tocando. Tem várias músicas que nós criamos em tempo real sem falar nada um com o outro. Essa é uma. O Xopô começou o toque nos toms, daí já saiu um riff na guitarra, e o Bá foi cobrindo tudo com uma linha dessas que têm vida própria. Dois minutos depois a estrutura da música estava pronta, tipo um fluxo de consciência.

Vida Líquida – Punk rock primitivo que aos poucos vai ficando mais complexo, mas a mil por hora. A letra é muito interessante e me lembra a “modernidade líquida” do Zygmund Baumann, mas vou deixar a Mila comentar, porque ela que fez*. A bateria do Xopô nesse som é uma coisa do outro planeta, tipo Keith Moon cracudo.

The Third Eye – Há muitos anos já existia a ideia de pegar essa música e fazer algo mais barulhento. O original é de 1966, de uma banda chamada The Dovers e foi uma das primeiras aventuras psicodélicas da história do rock. Essa coisa meio indiana com drones de guitarra da psicodelia sessentista influenciou muito o som do Futuro, principalmente nas guitarras e composição. O lance místico todo, do terceiro olho, do espaço e do tempo, são um contraponto interessante à crítica social da maioria das outras músicas. Nós temos essa coisa de explorar a dicotomia entre o material e o místico, entre o terreno e o além e cada um da banda traz isso consigo de alguma maneira, seja na concepção estética, seja na maneira de ver o mundo.

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