Good Intentions - até o fim

FAIXA A FAIXA: Good Intentions – Até o fimPor: Leonardo Cantifras

Good Intentions - até o fim
Good Intentions – até o fim

Good Intentions – Até o fim
Ano de lançamento: 2004
Selo: 78Life

As resenhas foram elaboradas por André Vieland com revisão e correção de Felipe Saluti Cardoso, ambos interpretaram as letras das músicas segundo posição da banda.


1 – Convicto

Essa música se aplica no dia a dia de todas as pessoas que vivem o que acreditam levando as suas convicções às últimas consequências, pessoas que resolvem trilhar caminhos avessos ao que geralmente nos é imposto por ver em suas escolhas a possibilidade de construção de de um mundo melhor.

 

2 – Até o fim

Muitas vezes, alienados, sequer damos conta que estamos sendo conduzidos para um caminho sem volta. Uma falsa sensação de liberdade nos é dada para, depois, pagarmos um preço muito alto. A única liberdade que temos é a de consumir, nos é oferecido a todo momento pela mídia da forma que melhores nos adequamos.

Hoje, algoritmos sugerem as músicas que temos que ouvir, as notícias que temos que ler, isto é, tudo o que chega em nós para precisa ser aceito de modo acrítico.

Essa música fala que enquanto for possível buscar as melhores informações e entendimentos de mundo, as melhores formas de viver sem imposições, explorações e opressões, faremos com todo nosso coração.

 

3- Reconquistar

Anos depois, talvez essa seja uma das músicas que mais faz sentido neste disco.

O que somos nós além de nossas atitudes e aquilo que mostramos para o mundo? Essa música é sobre errar, ter próximo de nós aqueles que vão nos apoiar, mas que igualmente vão estar contigo para apontar erros e defeitos. E entender isso, saber reorganizar nossas ideias, e tirar de nosso cotidiano aqueles que não somam em nada é reconquistar o sentido da nossas lutas e vidas.

 

4-  Nada para esconder

Essa música tem caráter de conversa em grupo e exalta decepções com ações de pessoas próximas que se deixam levar pelo senso comum.

Enquanto seguimos tentando superar as dificuldades de nosso mundo, muitos manipulam o povo e seguem impunes! O que podemos fazer para seguir?

Entendemos as mentiras, as manipulações, e nos esforçamos para não cair em explicações fáceis. Talvez, ao (re)significar a mensagem dessa música para o Brasil atual, entendemos a importância de bater de frente com aqueles que promovem o ódio e a mentira, sendo uma tarefa coletiva e cotidiana.

 

5-  Faça por você

Faça você mesmo!

Faça as coisas que vive e acredita. Assim, aos poucos, aqueles que compartilham das mesmas ideias estarão por perto e compartilharão as mesmas perspectivas com ações comuns. Essa musica é sobre persistência. Sobre passar por cima de adversidades e seguir. Não espere por alguém, porém só é bem difícil! Organize-se com os seus.

 

6- Marque essas palavras

Esse é um cover da banda Invictus de Belo Horizonte. Uma música que fala sobre o orgulho da sobriedade, sobre essa escolha fazer sentido, e que você é responsável por suas ações. Acredito que boa parte das pessoas que gravaram essa música não se identificam mais com o straight edge. Hoje, pensamos que essa escolha diz respeito ao momento de sua vida. Seguimos sóbrios e defendemos que somos mais perigosos assim, principalmente quando o álcool ou drogas (lícitas ou ilícitas) não fazem parte de sua rotina, mas sem condená-las, pois, é o uso social que dá vida as drogas.

 

7- Não vou aceitar

Hoje, o veganismo é muito mais conhecido no Brasil e, infelizmente, tendo inclusive vertentes liberais. O que na minha visão não faz sentido! Porém, é nesse contexto que essa música seja ainda mais atual.

A meia liberdade não atende àqueles que lutam diariamente contra a opressão do estado e das atividades econômicas capitalistas que, a todo custo, tentará ludibriar pessoas para conquistá-las. Seguimos contra todos os tipos de opressões e explorações.

 

8- Sem solução

Uma música que fala sobre amizades perdidas, hipocrisia, falta de comprometimento e honestidade. Isso não fecha o cerco de amizades e não corresponde a todas as dimensões interpessoais, mas a necessidades de construir e preservar valores acima de relações baseadas em interesses mesquinhos.

 

9- Sigo em frente

Não vivemos como nossos pais e nossas mães, porém não vivemos como na nossa adolescência. Somos constante mudança e temos que apoiar escolhas e caminhos distintos, desde que assumam um compromisso contra a opressão e a exploração de qualquer tipo.

O que vivemos, será sempre nossa história e isso não muda! Mas, nessa história erros são cometidos, pessoas vão e vêm, ideias mudam e, assim, vamos nos reconstruindo diariamente. E se nossas ideias forem semelhantes ou se algo da minha vivência pode ajudar alguém a melhorar, nós estaremos lá, sempre dispostos a ajudar.

 

10- Sua queda, minha glória

Essa música é um erro, nunca deveria ter sido gravada, mas foi! E o que podemos fazer a respeito? Não tocá-la.

Ela não faz parte do nosso cotidiano, de nossas ideias e da solidariedade da qual o hard core e o straight edge se sustentam.

 

11- Caminho traçado

Cada um deve ser independente e autônomo, essa música fala disso.

De persistência em minhas ideias e ideais.

Se está certa ou errada, são as escolhas que fizemos, o tempo e vida vão mostrar os seus limites.

Porém, diariamente, aprendemos ao ver as mesmas coisas com olhares mais maduros e de perspectivas distintas, temos que estar tranquilos dos passos que são dados. Sigamos!

 

12- My truth

Mais uma vez, estamos cercados de escolhas, muitas delas fizemos na adolescência e ainda acreditamos nelas. O hardcore, o punk e o straight edge nos acompanha no cotidiano e tudo isso ainda faz muito sentido.

O straight edge significa autocontrole, autoconhecimento e auto cuidado na qualidade de resposta a um mundo que sempre tenta nos derrubar. Estar sóbrio é estar pronto para quebrar preconceitos, opressões e tudo que nos deixa indignados.

 

12- Chain of strenght – Hurts to ask (faixa oculta)

Não lembramos quem escolheu essa música para gravar, mas ela é forte e isso significa muita coisa!

Podemos expor de diversas formas as dores e medos que sentimos. Por vezes, o medo é pavoroso e entender esse pânico ou questionamento interno dói demais.

A mensagem que fica é: Sejamos o que queremos ser, passaremos por cima de tudo para viver o que queremos. Conte comigo!

[NEM MAIS UM GOLE] – Entrevista com Andreza Poitena

Andreza, 43 anos, é entre outras coisas, punk, anarquista e autodidata. Abandonou o futebol profissional pelo universo que o punk lhe proporcionava, montou e monta bandas, espaços subversivos, subverte a […]

Leia Mais

[NEM MAIS UM GOLE] – Entrevista com Cibele Minder

Meu nome é Cibele Minder, tenho 32 anos, sou uma sapatão de São José dos Campos, mas vivo atualmente na capital $P. Trabalho como luthier, consertando e construindo instrumentos de […]

Leia Mais

[NEM MAIS UM GOLE] – Entrevista com Carol Rocha

Carol Rocha, 28 anos, vegan e straight edge, bissexual. Diagramadora, às vezes ilustradora, ex-baixista e agora vocalista da Gulabi. Metaleira que ama kpop e odeia metaleiro.     Leo Cucatti: […]

Leia Mais

[NEM MAIS UM GOLE] – Entrevista com July Salazar

Olá, meu nome é July Salazar, tenho 30 anos, vivo em Lima, Peru, sou graduada em administração e negócios internacionais, trabalho em um provedor de suprimentos abrangente, tenho uma banda […]

Leia Mais

[NEM MAIS UM GOLE] – Entrevista com Leo Mesquita

Trabalhador comum brasileiro tentando sobreviver. Guitarrista e vocalista da banda Surra. Vegan sXe sem ilusões de um mundo perfeito. Já passou meses sem lavar o cabelo.   Leo Cucatti: Quando […]

Leia Mais

[RESENHAS CÁUSTICAS] MORE THAN THE X ON OUR HANDS

[RESENHAS CÁUSTICAS] MORE THAN THE X ON OUR HANDS – A WORLDWIDE STRAIGHT EDGE COMPILATION (2000) Commitment Records   Box set dividido em 6 vinis 7″, sob a iniciativa de […]

Leia Mais