Inside A5 entrevista War X Inside

Vegan Straight Edge diretamente de Jundiaí, interior de São Paulo. O War X Inside volta pós um longo inverno de hiato, com nova formação, novo EP e muita energia, confira o bate papo que tivemos.

 

 

INSIDE A5: Como tem sido esse retorno da banda depois de mais dez anos parados? O que mudou na banda depois de todos esses anos?
Franz Hermann: A formação da banda mudou todinha, só eu da original e mesmo assim antes eu era baixista, hoje sou vocal. E voltar a tocar alguns dos sons antigos com essa nova “roupagem” tá sendo bem legal pra mim. É uma experiência diferente.
Rakel Sousa: Eu faço parte da nova formação e to gostando bastante, todo mundo na banda é livre pra colocar o que quiser nas músicas e acredito que isso facilita demais na criação.

 

INSIDE A5: Vocês lançaram recentemente o material “Banned in Jdy”, nos conte um pouco como foi processo de composição e gravação? As músicas falam sobre quais temas? (podemos fazer um faixa a faixa rápido)
Franz Hermann: A composição dos sons novos tem sido bem natural, somos bem entrosados e as músicas vão saindo rápido. Nossas letras abordam questões que consideramos importantes, como veganismo, o straight edge, movimentos de ocupação de terra e moradia, acolhimentos de refugiados… a situação política do Brasil e do mundo é um campo fértil pra escrever
Rakel Sousa: A gravação foi bem rápida e natural, todo mundo estava confortável com as músicas, então tudo fluiu rápido.

 

INSIDE A5: Jundiaí tem uma cena muito forte atualmente com muitas bandas e novas pessoas, o que o interior tem de diferente da capital?
Franz Hermann: A cena do interior parece mais sincera no sentido de união e apoio entre as bandas, você tá tocando e seus amigos das bandas estão ali agitando no seu show, e quando eles tocam é a gente que tá ali cantando junto. E os shows que em sua maioria são na base do diy são sempre mais divertidos! A divulgação é feita por todos, independente do fato da sua banda tocar ou não no evento. Cooperação define.
Rakel Sousa: Acho que essa união e apoio entre as bandas motiva as pessoas a formarem mais bandas e tá surgindo bastante banda nova por aqui.

 

INSIDE A5: Vocês participam de outros projetos culturais fora da banda? (como: grupos, artes, produções, etc). Quais?
Franz Hermann: Eu participo do grupo esportivo Força Vegana, que tem como causa principal divulgar o veganismo dentro do esporte.
Rakel Sousa: participo de um coletivo formado por mulheres chamado Hibridaz que realiza algumas exposições de arte em cidades do interior de SP.

Foto por: Juliana Marota

 

INSIDE A5: Vocês são uma das poucas bandas brasileiras Straight Edge, o que acham sobre esse cenário atual?
Franz Hermann: Não é nem melhor e nem pior, só é diferente. Mas só acho que as pessoas deveriam se importar mais com o veganismo, com os direitos animais.
Rakel Sousa: Concordo com o Franz.

 

INSIDE A5: O quanto a política está envolvida com a música para vocês? Acreditam que haja uma solução próxima? Isso impacta de alguma forma na música?
Franz Hermann: O punk é político, se não for dessa forma não faz sentido. então o punk e a política estão intimamente ligados e deixamos isso claro nas nossas letras e apresentações. Uma solução próxima é ocorrer em toda América Latina o que tá rolando no Chile, uma revolta popular.
Rakel Sousa: Está envolvido totalmente, não dá pra criar musica sem falar de política, ainda mais diante de tudo o que estamos passando.

 

INSIDE A5: Que livros|filmes|séries|documentários|bandas vocês indicam para quem está lendo essa entrevista?
Franz Hermann: Ando lendo muita literatura brasileira. Séries eu assisto umas 5 por vez hahaha… mas vejam Breaking Bad, é manjada, mas é boa! Docs sem dúvida alguma: The Game Changers. Bandas vou citar as que mais ouço ultimamente: Rastilho, Racionais MCs, Boca de Lobo, Cosmogonia e Bioma.
Rakel Sousa: Eu gosto muito de livros de história da arte com muita imagem, e indico o livro “Imagens do inconsciente” da Nise da Silveira. Gosto muito de série e documentários de qualquer assunto , o último doc útil que vi foi “Cownspiracy” e acho que todo mundo deveria assistir.
Faz algumas semanas que ando ouvindo a mesma coisa: Bulimia, Lauryn Hill, Bioma e Eaten alive.

 

Foto por: William Caproni

 

INSIDE A5: O que planejam para os próximos semestres? Quais são os maiores obstáculos a se alcançar?
Franz Hermann: tocar, tocar e tocar. Nos chamem (nos levem pra Sorocaba hahaha) e ter mais bandas com meninas dividindo o palco.
Rakel Sousa: tocarrrrrrrr!

 

INSIDE A5: Considerações finais:
Franz Hermann: Muito obrigado pelo espaço, sem palavras mesmo pra agradecer a oportunidade e a amizade. Ouçam Make It Stop e Marighella é o maior revolucionário da história desse país.
Rakel Sousa: Quem mandou matar Marielle?


 

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