Inside A5 entrevista Understand

Banda de hardcore de São Paulo formada em Julho de 2019 por membros e ex-membros de bandas como Uncage, Final Round, Veneno Lento, e Satya. Mensagens simples e diretas através de intensidade e melodia.

INSIDE A5: Como surgiu a ideia de montar a banda? A formação atual conta com quem?
Lucas: Ao voltar de Vitória-ES, onde passei um tempo estudando, senti a vontade de montar uma banda, dessa vez tocando guitarra. Tentei algumas vezes mas acabava indo para a bateria. Dessa vez decidi me manter firme até conseguir, rs. Foi conversando com o Phil (Filype), com que já tinha tocado junto no Uncage, que colocamos em ação a ideia de outra banda, dessa vez ele assumindo o microfone. Fiz alguns convites, e para o baixo chamei um amigo de longa data, o Cícero, que tocou comigo em uma banda na adolescência. Chamei para a segunda guitarra o Vinícius, que tentamos ter banda uma vez, assim como com o Diogo, que assumiu as baquetas.

Understand

 

INSIDE A5: Vocês lançaram recentemente o primeiro material, o “Get it Right”, como foi o processo de composição de gravação?
Lucas: Foi muito rápido e natural. Alguém aparecia com o som pronto já na cabeça, outro vinha com uma ideia e trabalhávamos em cima. Logo tínhamos 6 sons, os quais levamos para gravar, porém optando por apenas 4, os que mais consideramos “maduros” no momento de gravar. Um fator que facilitou foi a experiência em outros instrumentos dos integrantes. Fez com que dificilmente viesse apenas uma melodia, uma linha de guitarra ou baixo. Muitas vezes, o som vinha pronto, Phil e Vinícius muitas vezes vieram com o som gravado com mais guitarras ou até bateria, isso ajudou muito.

 

INSIDE A5: As músicas falam sobre quais temas?
Filype: A faixa título, “Get It Right”, marca a posição da banda, quase um manifesto. O mundo retrocedeu, mas não fazemos parte disso. Em “Control” a ideia foi fazer um pacote acerca dos inúmeros problemas da existência de estados-nações, principalmente na questão de fronteiras. “Not A Drill” segue a ideia da primeira faixa, reafirmando a necessidade de se posicionar diante à um cenário urgente. A última faixa, “The Enemy Inside”, traz um chamado à reflexão em nós mesmos. Ainda que nos vejamos como indivíduos conscientes, temos raízes nocivas. Sempre é válido nos observar e rever possíveis falhas.

 

INSIDE A5: Existe algum livro|filme|série|documentário que vocês se inspiraram ou usaram como referência para compor as músicas desse material?
Filype: Sem dúvida outras áreas artísticas inspiram indiretamente, mas especificamente no caso dessas 4 músicas a maior referência foi o cotidiano mesmo, visto em alguns pontos pelo viés libertário.

 

INSIDE A5: O que vocês gostam musicalmente? Quais bandas são referências de vocês?
Filype: Pra escrever, “Propagandhi”, “ManLiftingBanner”, e “Good Riddance” são fortes influências. Já musicalmente, tudo que mescla melodias com agressividade.

 

INSIDE A5: O que acham da cena atual política? Vocês acreditam que haja uma solução próxima? Isso impacta de alguma forma na música?
Filype: Sem dúvida impacta. A música pode servir como uma importante ferramenta de conscientização, logo, uma ameaça para alguns e uma forma de expressão para outras. Sobre o cenário político, não há terreno pra soluções breves, mas da mesma forma o declínio do sistema vigente é certo.
Lucas: Eu vejo as pessoas falando mais sobre política. Não que isso seja necessariamente bom, e claro que não há uma solução rápida para problemas tão intrincados em nossa história, mas esse governo fez com que muitas pessoas revelassem os inimigos ocultos em si mesmas.

 

INSIDE A5: O cenário hardcore atual do Brasil está em constante mudança, que pontos positivos e negativos vocês destacam?
Lucas: Vejo que essa constante mudança é inerente a música, a cena e mentalidade social. Falando mais especificamente do hardcore crítico e político é muito claro que o reflexo da política do país exerce grande influência. O hardcore renasce mais forte quando a sociedade mais precisa.

 

INSIDE A5: Quais são os próximos passos da banda? Eventos, tours, planos, rascunhos que tem no gatilho que podem nos adiantar.
Lucas: Queremos tocar! Esse é o maior plano. Estamos compondo e trabalhando em um material, que quando estiver no ponto, iremos gravar na sequência.

 

INSIDE A5: Finalizando …
Understand: Queremos agradecer a oportunidade e o espaço, e parabenizar também pelo trabalho excelente de levar bandas novas a uma maior amplitude, possibilitando assim o hardcore se firmar novamente e continuar servindo de molotov aos ouvidos dos que estão acabando com o mundo. Valeu!

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