Tomar Control

Inside A5 entrevista Tomar Control

Hardcore Feminista Old School diretamente de Lima, Peru. Trocamos uma ideia com a vocalista, July Salazar sobre tudo que rodeia o mundo da banda Tomar Control, confira.

 

INSIDE A5: Como a banda começou? Conte-nos sobre o começo, primeiros ensaios, shows, viagens. O que a banda mudou na sua vida?
July Salazar: Tomar Control nasceu em fevereiro de 2014, queríamos hacer uma banda de Hardcore de mulheres, assim começamos a ensaiar covers. Fizemos nossa primeira apresentação em um show em 12 de outubro de 2014. Em outubro de 2015 lançamos nosso primeiro disco “Lo que llevamos dentro”. Em outubro de 2016 estivemos em uma tour pelo Chile e Argentina, tocando em 12 datas. Em 2018 lançamos o single “Aquí sigo” em janeiro de 2019 nosso disco “Nunca más callar”.

A banda mudou minha vida porque me deu minhas irmãs de alma, me ensinou o “Faça você mesma” e me permitiu transformar minha indignação, raiva e tristezas em músicas.

 

INSIDE A5: Saiu um novo material recentemente, “Nunca más callar”, como foi o processo de composição, gravação e suporte?
July Salazar: Começamos a compor a bases em abril de 2018 até agosto desse mesmo ano, ao mesmo tempo comecei a colocar as letras das músicas. Em setembro começamos a gravação do disco até dezembro. Logo veio a mix e masterização e finalmente lançamos o álbum digitalmente em 27 de janeiro de 2019.

 

INSIDE A5: Sobre quais temas tratam as músicas? Há algum livro/filme/documentário possa ter usado como referência para esse material? O que indica para as pessoas que estão lendo?
July Salazar: A importância de empoderamento como mulheres, o agradecimento por nossas mães, por ser nossas primeiras referências de luta feminina, os transtornos alimentares, feminicídios, políticos e suas mentiras, a exploração dos animais, do alcoolismo, sobre tocar em outras cidades, as amizades que criamos e muito mais.
Não há nenhum livro ou filme que inspirou essas músicas, mas recomendo ler “Introduction to Animal Rights” de Gary L. Francione para entender melhor o “Doble moral”. Atualmente estou lendo “A Casa dos espíritos” de Isabel Allende.

 

INSIDE A5: Que bandas são referência de vocês? O que vocês gostam de música brasileira?
July Salazar: Youth Of Today, 7 Seconds, Have Heart, Earth Crisis, Vieja Escuela y Sudarshana. As bandas brasileiras que eu mais gosto são: Point Of No Return, Make It Stop, Adhaga e Archote XVX.

 

INSIDE A5: Como é a cena músical feminista no Peru?
July Salazar: Somos poucas mulheres fazendo música, mas tem tido um aumento, a maioria fazem Hip Hop, Pop e músicas típicas Peruanas. Ainda falta mais garotas no cenário Rock, mas esperamos que com o tempo isso aumente.

 

INSIDE A5: O momento político atual na América do Sul está sendo muito catastrófico em muitos países, vocês acreditam que isso possa causar algum impacto no cenário independente? Existe alguma solução próxima?
July Salazar: Eu espero que sim, precisamos falar sobre o que acontece em nossa volta. Há muitas bandas que não falam de nada quando estão no palco, eu acredito que é necessário aproveitar esses valiosos minutos para deixar uma mensagem de questionamento e luta para o público. Estar informando e conversar com seus companheiros é uma forma de fazer política, sair às ruas e manifestar-se é uma forma de lutar, não podemos parar de fazer isso.

 

INSIDE A5: Quais são os planos futuros da banda? Existe possibilidade de uma tour no Brasil?
July Salazar: Temos um single que sairá no verão de 2020 e se tudo sair bem, esperamos ir fazer uma tour para Europa no próximo ano. Para o Brasil temos planos sim, em 2020, precisamos fazer essa tour!

 

INSIDE A5: Finalizando …
July Salazar: Muito obrigado pela entrevista! Tive a oportunidade de visitar o Brasil e o amei! Espero que possamos ir tocar por ai no próximo ano. Um abraço e a sigam sempre ativa!

 


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