Inside A5 entrevista Sangue Ódio Hardcore

A banda está de volta depois de um longo tempo em Hiato e volta com os dois pés no peito, lançando seu novo EP, “Ousar Lutar, Ousar Vencer”, trocamos uma ideia sobre esse lançamento, ínicio da banda, interior, shows e muito mais.

 

INSIDE A5: Como e quando surgiu a banda? Nos conte um pouco da trajetória do início da banda, primeiros shows e gravações.
Fabio Anze: Bem a banda surgiu em 2002 na cidade de Ibiúna já faz tempo (risos), da formação original só restou eu e o Toshi. Bem o começo é sempre difícil ainda mais numa cidade como Ibiúna que não tinha bandas punks nem de Hardcore e nós vamos dizer assim fomos pioneiros então passamos por tudo tretas com pessoal que ouvia metal e por aí vai. Sobre a trajetória da banda por mais incrível que pareça começamos a tocar mais fora de Ibiúna do que na própria cidade principalmente em Sorocaba e Votorantim foram vários shows memoráveis como Sorocabandas, Rock Gol, shows no underground etc. Sobre as primeiras gravações cara sempre tivemos dificuldades com isso, a primeira demo nós gravamos em São Roque e se você ouvir hoje você acha que foi gravado nos anos 80 (risos), mas pra nós estava ótimo, até amadurecer a ideia de que tínhamos que buscar um qualidade e sonoridade nas gravações foi algo demorado nesta época nós tocamos mais e depois víamos se dava pra gravar.

 

INSIDE A5: A banda passou por um hiato, nos conte como tem sido essa volta?
Fabio Anze: A volta tem sido muito positiva apesar de ainda não estarmos tocando muito por inúmeras questões da vida de cada um, está volta está sendo muito significativa, os ensaios são muito produtivos, o André e o Gilmar são amigos de longa data, o Gilmar de longa data mesmo (risos), mas em resumo está volta está sendo muito madura e natural, e para mim com um significado maior pois temos algo real um perigo na nossa frente para protagonizarmos uma nova história deste país.

 

INSIDE A5: Ibiúna foi uma das cidades mais fortes do Hardcore do interior muito por conta de vocês, o que mudou daquele tempo para atualmente?
Fabio Anze: Bem não quero ser infeliz em meus comentários acredito que no nosso período fizemos o nosso corre e sempre buscamos trazer outras bandas para tocar junto independente de ser punk ou hardcore depois que paramos o pessoal fez bastante shows pessoal do Coletivo Bambu etc. Hoje em dia tem o Maicon que também faz os eventos dele, porém eu sinto falta de ter mais bandas, não só de punk e hardcore mas no geral. Na época que iniciamos teve várias bandas de vários estilos e isso é muito bom principalmente quando se tem a interação entre essa galera.
Hoje como eu citei tem poucas bandas, mas acredito que isso vai mudar e para melhor!

 

INSIDE A5: Nos conte um pouco sobre o material novo, como foi o processo de composição e gravação? Sobre o que as letras tratam?
Fabio Anze: Então nosso processo de composição não mudou muito por enquanto (risos) falo por enquanto pois está formação tem muito a crescer e tanto o André quanto o Gilmar tem muito a oferecer. Mas o processo é basicamente assim eu chego com uma base de guita e com a letra mostro pro Gil como eu pensei sobre a melodia e é claro deixo ele a vontade para pontuar e até mudar as melodias na música que o André compôs também foi no mesmo formato. Mas como eu disse apesar deste formato todos podem pontuar e colocar a característica deles em cada música.
Sobre as letras nós decidimos abordar vários assuntos e neste EP temos as músicas Ousar lutar, Ousar vencer que é uma das frases do Lamarca que lutou contra a ditadura e nos inspirou a escrever esse som, Resistir é Vencer que também é uma frase de Xanana Gusmão que lutou pela independência do Timor Leste. Mas como disse as letras estão bem amplas como por exemplo a Enquanto houver amanhã que fala sobre a questão da depressão.

 

 

INSIDE A5: O quanto a estrada é importante para a banda de vocês?
Fabio Anze: Cara a estrada é super importante para nós foi fundamental para amadurecimento da banda em vários sentidos durantes esses anos pois você passa várias situações desde furadas, shows fodas, várias situações mesmos e isso forja a banda tanto no palco quanto no ego. Neste momento com a nova formação está questão da estrada vai ser algo que vamos fazer gradativamente por conta dos compromissos particulares de cada integrante.

 

INSIDE A5: O quanto a política está envolvida com a música para vocês? Isso tem influenciado de qual forma para os eventos independentes, bandas, liberdade?
Fabio Anze: Bem para mim a política deveria estar envolvida primeiramente com cada ser humano, mas aqui no Brasil até isso nos educaram errado, pois a política pra muitos é o horário político e os candidatos e se resume nisso porém sabemos que política é o meu direito de escolher quando tocamos no Chile tivemos este forte impacto cultural político onde os meninos da banda Cenizas me falaram nós nascemos políticos, pois nós escolhemos o nosso caminho e o que queremos para eles isso e política olha a diferença com o que a grande maioria dos jovens do Brasil pensa, então respondendo sua pergunta se eu entendo o que é política e faço arte seja ela a música com toda certeza ela estará envolvida.

 

INSIDE A5: Quais os planos futuros? Novos materiais, tours, formações, etc.
Fabio Anze: Os planos é divulgar o EP buscando fazer shows onde conseguirmos (risos), não podemos esquecer que ficamos bastante tempo parado e com certeza muita gente não nos conhece, então pra fazer tour fica mais difícil, novos materiais estamos correndo atrás para montar nosso merch com camisetas, bottons , estamos planejando fitas K7 que em breve soltaremos está info que com certeza será muito legal e é isso. Formações, time que está ganhando melhor não mexer né? Estamos felizes com esta formação.

 

INSIDE A5: Considerações finais:
Fabio Anze: Bem gostaria de agradecer ao espaço sempre é importante o espaço que vocês criaram para divulgar o underground, isso é algo extraordinário, temos que enaltecer, sempre agradecer pelo apoio e suporte, muito obrigado Felipe e todos da Inside A5. Para a galera, bora entrar no bandcamp e baixar nosso EP, colar no show para aquele sing along against the Bolsonaro e afins.

Muito obrigado pelo espaço!

 


 

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