Inside A5 entrevista CAP

CAP é uma banda sorocabana, com influências de Indie, emo e bedroom pop. Recentemente lançou dois singles “oquedeu” e “Roda Gigante”, com clipes. Conheça mais sobre a banda no bate papo que tivemos.

 

INSIDE A5: Como a galera da CAP se conheceu? Como foi o processo de formação da banda?
Bruno Fontes: A formação do CAP foi, basicamente, a união de pessoas com quem eu já tinha tocado em algum momento da minha vida e admirava como pessoa. Já tive bandas de garagem com a Fernanda (em 2015) e com a Tati (em 2016, e na época ela tocava bateria). Já o Marcel, foi meu parceiro de banda por 5 anos na Justine Never Knew The Rules. A única pessoa com quem ainda não tinha tocado, no momento em que criamos a CAP, era o Pedro. Porém, adorava as bandas que ele fez parte (Mavka e Casa Vazia) e ele já era um grande amigo da Tati, então tudo se encaixou.

 

INSIDE A5: Como funciona o processo de composição de vocês? Como e onde foram gravados os singles lançados?
Fernanda: Quase por completo, Bruno traz suas composições e todos criamos algo único, perdoe a ousadia. Percebemos que estamos caminhando juntos, isso é ótimo e satisfatório! “oquedeu”, “Morning Rabbits”, “Roda Gigante” e mais uma música por vir, gravamos no estúdio Deaf Haus em parceria com Mário Silva e Jon Hassuike. “Labareda” é o ínicio de uma nova saga de músicas experimentais, pretendemos nos embrenhar mais nos experimentos! Essa foi criada e gravada no quarto do Marcel (guitarrista).

Foto por: Marceli Marques
Foto por: Marceli Marques

INSIDE A5: Quais as principais inspirações para a CAP? O que vocês escutam musicalmente no cotidiano?
Bruno Fontes: Acho que é bastante difícil definir a banda em referências de outros artistas, pois cada membro tem seus gostos pessoais. Mas, se for para colocar os estilos que movem a CAP, acho que seriam o Emo, Bedroom Pop, Indie brasileiro e Shoegaze.

 

INSIDE A5: Como foi a mini tour no Sul? A estrada ajuda em quais sentidos para uma banda?
Bruno Fontes: A estrada é o principal momento de união da banda. É lá que os 5 membros, apertados em um carro, trocam ideias aleatórias e banais, a ponto de fortalecer a amizade e aumentar a afinidade.
Uma banda independente, no dia a dia, tem muita coisa para fazer, né? Nunca é só tocar. Então acaba que sempre conversamos (pela internet) sobre os corres da banda e quase nunca sobre nossas vidas. As vezes isso faz falta para que a banda fique mais conectada e a estrada proporciona isso e muito mais rs.
Fernanda: Foi um deleite poder sair e espalhar a palavra, ou melhor, as sonoridades por aí. Pra mim é um sonho tocar todos os dias e fizemos com tanta organização que foi tudo muito bonito. A estrada e a realidade dos outros nos fazem mais uma vez ter o pé no chão e aumenta nossa noção de como está a cena musical no país, e dá pra dizer que não está lá tão incrível, mas quem quer fazer acontecer, fez com muita proeza e nos receberam muito bem! Hoje estamos mais unidos e mesmo tendo dificuldades pra nos encontrar, pois somos bastante atarefados, estamos criando algo que nos orgulha bastante.

 

Foto por: Ana Flavia

 

INSIDE A5: O quanto Sorocaba como uma cidade ativa no meio independente é importante pra vocês? Como surgiu a parceria com o Lobotomia?
Fernanda: É importante se sentir inserido em alguma cena, a nossa com certeza é a de Sorocaba que há muito tempo vem agitando a música e outras artes pela região, nos dá força e experiência para chegar em outras cidades, temos muito apoio da galera sorocabana e nos motiva desbravar mais o Brasil. O Rafael do Lobotomia é um grande amigo da banda, sempre houve uma parceria e atualmente os nossos e os interesses dele se encontraram, possibilitando algo bom para ambos os lados, fazendo com que a parceria aumentasse em nível profissional (hehe).

 

INSIDE A5: Existe algum livro|filme|série|documentário que possa ter influenciado em alguma composição da banda? O que vocês indicam para quem está lendo essa entrevista?
Fernanda: Cada um traz uma bagagem, posso dizer por mim que os filmes da Agnès Varda me movem a pensar na arte e em suas diversas forma de expressão, criar em cima da criação, sentir 3 vezes mais e permitir. Indico o filme “As Praias de Agnès”.

 

INSIDE A5: O cenário político atual do Brasil prejudica em alguma coisa para as bandas? Vocês enxergam alguma luz no fim do túnel?
Fernanda: Luz há de ter, por favor! Está difícil, as casas de shows cada vez menos tem como nos pagar, às vezes até ficam no prejuízo, mas seguimos lutando para conseguir lucrar vendendo merchs ou pelo menos não pagando pra tocar. Inclusive, todos reclamam atualmente, não duvido que todas profissões estejam em uma época ruim.

Foto por: Fabricio Vianna

 

INSIDE A5: O que podemos aguardar de lançamentos para os próximos semestres? O que desejam alcançar a longo prazo?
Marcel: Ainda nesse ano vamos lançar mais um single lado A lado B e um clipe, pro primeiro semestre do ano que vem planejamos lançar um álbum ou ep e mais um clipe.
Acredito que pra longo prazo tentar consolidar ainda mais uma base de pessoas que curtam e sigam acompanhando nossos lançamentos, pra isso além do planejamento via internet as turnês são muito importantes para cada vez mais esse número de pessoas aumente e que quem ja viu o show leve mais amigos e quem ainda não viu que comente com pessoas próximas e acabe levando pro show quando voltarmos.

 

INSIDE A5: Considerações finais:
Fernanda: Esperamos que o som das bandas independentes alcancem vários ouvidos e públicos! Estamos todxs juntos e na torcida pra que os sonhos se realizem 🙂
Agradecemos pelas perguntas e pelo interesse, Inside A5!

 

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