Inside A5 entrevista Mangata

Banda de rock experimental ou alguma brisa que algum dia defina, 4 jovens do interior de SP que exploram o que há na música.

 

INSIDE A5: Como começou o Mangata? Qual foi a iniciativa para o início da banda?
Afonso Camargo: Quando Rafael me chamou para tocar a segunda guitarra, fiquei super lisonjeado de dividir espaço como banda com o Rafael, Igor e William. Ensaiamos, a primeira vez e curti demais a iniciativa deles de fazer um som próprio, que não remete-se a nada já criado.

 

INSIDE A5: O novo single de vocês foi lançado recentemente, Black Widow, qual foi o processo de gravação e criação?
Afonso Camargo: Costuma-vos a gravar o ensaio no celular e ver como ficava, a letra total composta pelo Igor Gonçalves (vocal e guitarra). Essa letra tem o intuito mais triste. Gravamos no Estúdio Covil, com nosso parceiro Robin Wolf, que toca na Wolf Among Us.

 

INSIDE A5: Qual é a maior dificuldade de ser jovem e estar no meio da música? Como tem sido a resposta da galera nos shows?
Afonso Camargo: A parte financeira é mais complicada, demoramos bastante para gravar por conta disso e conciliar o tempo de estudos, trampos a banda é bem complicado. Temos tido um feedback bem positivo da galera jovem, sempre colando nos shows, o gênero rock atrai bastante a galera de diversas idades.

 

INSIDE A5: Como foi a experiência de sair do estado de SP com banda? Como foi a ida à Belo Horizonte?
Afonso Camargo: Para mim foi um pouco assustador, sair do estado pela primeira vez sempre dá um frio na barriga, entretanto foi bem animador. Tocar em outro lugar, para outras pessoas que nem conhecemos, foi uma experiência que nunca achei que teria, fomos bem recebidos, eu curti demais!

 

 

INSIDE A5: Quais são as principais influências do Mangata artisticamente?
Afonso Camargo: Seguimento musical não tem algo muito definido, absorvemos idéias de diversos estilos e isso que faz nosso som algo diferente, uns da banda piram em Jazz, Funk e outros Samba, MPB. Cada um da banda tem um estilo diferente, uns da banda vão de camisa de basquete, outros quase nu, tudo isso influencia bastante nos processos de criação.

 

INSIDE A5: Para o próximo ano, o que teremos de novidades?
Afonso Camargo: Estamos planejando muitas coisas, estamos firmes para lançar um álbum, os shows fixos como os Kamerad, um cervejaria que ajudou muito a gente neste processo, pretendemos lançar um álbum novo e artes novas. Esperamos que a galera curta e continue consumindo material independente e que muitas pessoas conheçam o Mangata, pois é um segmento que acredito eu, nunca ter visto antes.

 

INSIDE A5: Considerações finais …
Afonso Camargo: Agradecemos todos os amigos que colam junto com a gente, as casas como Kamerad, Sound, Covil que sempre abrem espaços para a gente e também as bandas que sempre estão junto como Wolf Among Us, Road Runners, Vermenoise, Mar de Lobos, Make It Stop, Antilhano, Ructus, The Red Divers e todas as bandas que estão no corre.

 

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Inside A5 entrevista Tomar Control

Hardcore Feminista Old School diretamente de Lima, Peru. Trocamos uma ideia com a vocalista, July Salazar sobre tudo que rodeia o mundo da banda Tomar Control, confira.

 

INSIDE A5: Como a banda começou? Conte-nos sobre o começo, primeiros ensaios, shows, viagens. O que a banda mudou na sua vida?
July Salazar: Tomar Control nasceu em fevereiro de 2014, queríamos hacer uma banda de Hardcore de mulheres, assim começamos a ensaiar covers. Fizemos nossa primeira apresentação em um show em 12 de outubro de 2014. Em outubro de 2015 lançamos nosso primeiro disco “Lo que llevamos dentro”. Em outubro de 2016 estivemos em uma tour pelo Chile e Argentina, tocando em 12 datas. Em 2018 lançamos o single “Aquí sigo” em janeiro de 2019 nosso disco “Nunca más callar”.

A banda mudou minha vida porque me deu minhas irmãs de alma, me ensinou o “Faça você mesma” e me permitiu transformar minha indignação, raiva e tristezas em músicas.

 

INSIDE A5: Saiu um novo material recentemente, “Nunca más callar”, como foi o processo de composição, gravação e suporte?
July Salazar: Começamos a compor a bases em abril de 2018 até agosto desse mesmo ano, ao mesmo tempo comecei a colocar as letras das músicas. Em setembro começamos a gravação do disco até dezembro. Logo veio a mix e masterização e finalmente lançamos o álbum digitalmente em 27 de janeiro de 2019.

 

INSIDE A5: Sobre quais temas tratam as músicas? Há algum livro/filme/documentário possa ter usado como referência para esse material? O que indica para as pessoas que estão lendo?
July Salazar: A importância de empoderamento como mulheres, o agradecimento por nossas mães, por ser nossas primeiras referências de luta feminina, os transtornos alimentares, feminicídios, políticos e suas mentiras, a exploração dos animais, do alcoolismo, sobre tocar em outras cidades, as amizades que criamos e muito mais.
Não há nenhum livro ou filme que inspirou essas músicas, mas recomendo ler “Introduction to Animal Rights” de Gary L. Francione para entender melhor o “Doble moral”. Atualmente estou lendo “A Casa dos espíritos” de Isabel Allende.

 

INSIDE A5: Que bandas são referência de vocês? O que vocês gostam de música brasileira?
July Salazar: Youth Of Today, 7 Seconds, Have Heart, Earth Crisis, Vieja Escuela y Sudarshana. As bandas brasileiras que eu mais gosto são: Point Of No Return, Make It Stop, Adhaga e Archote XVX.

 

INSIDE A5: Como é a cena músical feminista no Peru?
July Salazar: Somos poucas mulheres fazendo música, mas tem tido um aumento, a maioria fazem Hip Hop, Pop e músicas típicas Peruanas. Ainda falta mais garotas no cenário Rock, mas esperamos que com o tempo isso aumente.

 

INSIDE A5: O momento político atual na América do Sul está sendo muito catastrófico em muitos países, vocês acreditam que isso possa causar algum impacto no cenário independente? Existe alguma solução próxima?
July Salazar: Eu espero que sim, precisamos falar sobre o que acontece em nossa volta. Há muitas bandas que não falam de nada quando estão no palco, eu acredito que é necessário aproveitar esses valiosos minutos para deixar uma mensagem de questionamento e luta para o público. Estar informando e conversar com seus companheiros é uma forma de fazer política, sair às ruas e manifestar-se é uma forma de lutar, não podemos parar de fazer isso.

 

INSIDE A5: Quais são os planos futuros da banda? Existe possibilidade de uma tour no Brasil?
July Salazar: Temos um single que sairá no verão de 2020 e se tudo sair bem, esperamos ir fazer uma tour para Europa no próximo ano. Para o Brasil temos planos sim, em 2020, precisamos fazer essa tour!

 

INSIDE A5: Finalizando …
July Salazar: Muito obrigado pela entrevista! Tive a oportunidade de visitar o Brasil e o amei! Espero que possamos ir tocar por ai no próximo ano. Um abraço e a sigam sempre ativa!

 


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Inside A5 entrevista War X Inside

Vegan Straight Edge diretamente de Jundiaí, interior de São Paulo. O War X Inside volta pós um longo inverno de hiato, com nova formação, novo EP e muita energia, confira o bate papo que tivemos.

 

 

INSIDE A5: Como tem sido esse retorno da banda depois de mais dez anos parados? O que mudou na banda depois de todos esses anos?
Franz Hermann: A formação da banda mudou todinha, só eu da original e mesmo assim antes eu era baixista, hoje sou vocal. E voltar a tocar alguns dos sons antigos com essa nova “roupagem” tá sendo bem legal pra mim. É uma experiência diferente.
Rakel Sousa: Eu faço parte da nova formação e to gostando bastante, todo mundo na banda é livre pra colocar o que quiser nas músicas e acredito que isso facilita demais na criação.

 

INSIDE A5: Vocês lançaram recentemente o material “Banned in Jdy”, nos conte um pouco como foi processo de composição e gravação? As músicas falam sobre quais temas? (podemos fazer um faixa a faixa rápido)
Franz Hermann: A composição dos sons novos tem sido bem natural, somos bem entrosados e as músicas vão saindo rápido. Nossas letras abordam questões que consideramos importantes, como veganismo, o straight edge, movimentos de ocupação de terra e moradia, acolhimentos de refugiados… a situação política do Brasil e do mundo é um campo fértil pra escrever
Rakel Sousa: A gravação foi bem rápida e natural, todo mundo estava confortável com as músicas, então tudo fluiu rápido.

 

INSIDE A5: Jundiaí tem uma cena muito forte atualmente com muitas bandas e novas pessoas, o que o interior tem de diferente da capital?
Franz Hermann: A cena do interior parece mais sincera no sentido de união e apoio entre as bandas, você tá tocando e seus amigos das bandas estão ali agitando no seu show, e quando eles tocam é a gente que tá ali cantando junto. E os shows que em sua maioria são na base do diy são sempre mais divertidos! A divulgação é feita por todos, independente do fato da sua banda tocar ou não no evento. Cooperação define.
Rakel Sousa: Acho que essa união e apoio entre as bandas motiva as pessoas a formarem mais bandas e tá surgindo bastante banda nova por aqui.

 

INSIDE A5: Vocês participam de outros projetos culturais fora da banda? (como: grupos, artes, produções, etc). Quais?
Franz Hermann: Eu participo do grupo esportivo Força Vegana, que tem como causa principal divulgar o veganismo dentro do esporte.
Rakel Sousa: participo de um coletivo formado por mulheres chamado Hibridaz que realiza algumas exposições de arte em cidades do interior de SP.

Foto por: Juliana Marota

 

INSIDE A5: Vocês são uma das poucas bandas brasileiras Straight Edge, o que acham sobre esse cenário atual?
Franz Hermann: Não é nem melhor e nem pior, só é diferente. Mas só acho que as pessoas deveriam se importar mais com o veganismo, com os direitos animais.
Rakel Sousa: Concordo com o Franz.

 

INSIDE A5: O quanto a política está envolvida com a música para vocês? Acreditam que haja uma solução próxima? Isso impacta de alguma forma na música?
Franz Hermann: O punk é político, se não for dessa forma não faz sentido. então o punk e a política estão intimamente ligados e deixamos isso claro nas nossas letras e apresentações. Uma solução próxima é ocorrer em toda América Latina o que tá rolando no Chile, uma revolta popular.
Rakel Sousa: Está envolvido totalmente, não dá pra criar musica sem falar de política, ainda mais diante de tudo o que estamos passando.

 

INSIDE A5: Que livros|filmes|séries|documentários|bandas vocês indicam para quem está lendo essa entrevista?
Franz Hermann: Ando lendo muita literatura brasileira. Séries eu assisto umas 5 por vez hahaha… mas vejam Breaking Bad, é manjada, mas é boa! Docs sem dúvida alguma: The Game Changers. Bandas vou citar as que mais ouço ultimamente: Rastilho, Racionais MCs, Boca de Lobo, Cosmogonia e Bioma.
Rakel Sousa: Eu gosto muito de livros de história da arte com muita imagem, e indico o livro “Imagens do inconsciente” da Nise da Silveira. Gosto muito de série e documentários de qualquer assunto , o último doc útil que vi foi “Cownspiracy” e acho que todo mundo deveria assistir.
Faz algumas semanas que ando ouvindo a mesma coisa: Bulimia, Lauryn Hill, Bioma e Eaten alive.

 

Foto por: William Caproni

 

INSIDE A5: O que planejam para os próximos semestres? Quais são os maiores obstáculos a se alcançar?
Franz Hermann: tocar, tocar e tocar. Nos chamem (nos levem pra Sorocaba hahaha) e ter mais bandas com meninas dividindo o palco.
Rakel Sousa: tocarrrrrrrr!

 

INSIDE A5: Considerações finais:
Franz Hermann: Muito obrigado pelo espaço, sem palavras mesmo pra agradecer a oportunidade e a amizade. Ouçam Make It Stop e Marighella é o maior revolucionário da história desse país.
Rakel Sousa: Quem mandou matar Marielle?


 

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Inside A5 entrevista CAP

CAP é uma banda sorocabana, com influências de Indie, emo e bedroom pop. Recentemente lançou dois singles “oquedeu” e “Roda Gigante”, com clipes. Conheça mais sobre a banda no bate papo que tivemos.

 

INSIDE A5: Como a galera da CAP se conheceu? Como foi o processo de formação da banda?
Bruno Fontes: A formação do CAP foi, basicamente, a união de pessoas com quem eu já tinha tocado em algum momento da minha vida e admirava como pessoa. Já tive bandas de garagem com a Fernanda (em 2015) e com a Tati (em 2016, e na época ela tocava bateria). Já o Marcel, foi meu parceiro de banda por 5 anos na Justine Never Knew The Rules. A única pessoa com quem ainda não tinha tocado, no momento em que criamos a CAP, era o Pedro. Porém, adorava as bandas que ele fez parte (Mavka e Casa Vazia) e ele já era um grande amigo da Tati, então tudo se encaixou.

 

INSIDE A5: Como funciona o processo de composição de vocês? Como e onde foram gravados os singles lançados?
Fernanda: Quase por completo, Bruno traz suas composições e todos criamos algo único, perdoe a ousadia. Percebemos que estamos caminhando juntos, isso é ótimo e satisfatório! “oquedeu”, “Morning Rabbits”, “Roda Gigante” e mais uma música por vir, gravamos no estúdio Deaf Haus em parceria com Mário Silva e Jon Hassuike. “Labareda” é o ínicio de uma nova saga de músicas experimentais, pretendemos nos embrenhar mais nos experimentos! Essa foi criada e gravada no quarto do Marcel (guitarrista).

Foto por: Marceli Marques
Foto por: Marceli Marques

INSIDE A5: Quais as principais inspirações para a CAP? O que vocês escutam musicalmente no cotidiano?
Bruno Fontes: Acho que é bastante difícil definir a banda em referências de outros artistas, pois cada membro tem seus gostos pessoais. Mas, se for para colocar os estilos que movem a CAP, acho que seriam o Emo, Bedroom Pop, Indie brasileiro e Shoegaze.

 

INSIDE A5: Como foi a mini tour no Sul? A estrada ajuda em quais sentidos para uma banda?
Bruno Fontes: A estrada é o principal momento de união da banda. É lá que os 5 membros, apertados em um carro, trocam ideias aleatórias e banais, a ponto de fortalecer a amizade e aumentar a afinidade.
Uma banda independente, no dia a dia, tem muita coisa para fazer, né? Nunca é só tocar. Então acaba que sempre conversamos (pela internet) sobre os corres da banda e quase nunca sobre nossas vidas. As vezes isso faz falta para que a banda fique mais conectada e a estrada proporciona isso e muito mais rs.
Fernanda: Foi um deleite poder sair e espalhar a palavra, ou melhor, as sonoridades por aí. Pra mim é um sonho tocar todos os dias e fizemos com tanta organização que foi tudo muito bonito. A estrada e a realidade dos outros nos fazem mais uma vez ter o pé no chão e aumenta nossa noção de como está a cena musical no país, e dá pra dizer que não está lá tão incrível, mas quem quer fazer acontecer, fez com muita proeza e nos receberam muito bem! Hoje estamos mais unidos e mesmo tendo dificuldades pra nos encontrar, pois somos bastante atarefados, estamos criando algo que nos orgulha bastante.

 

Foto por: Ana Flavia

 

INSIDE A5: O quanto Sorocaba como uma cidade ativa no meio independente é importante pra vocês? Como surgiu a parceria com o Lobotomia?
Fernanda: É importante se sentir inserido em alguma cena, a nossa com certeza é a de Sorocaba que há muito tempo vem agitando a música e outras artes pela região, nos dá força e experiência para chegar em outras cidades, temos muito apoio da galera sorocabana e nos motiva desbravar mais o Brasil. O Rafael do Lobotomia é um grande amigo da banda, sempre houve uma parceria e atualmente os nossos e os interesses dele se encontraram, possibilitando algo bom para ambos os lados, fazendo com que a parceria aumentasse em nível profissional (hehe).

 

INSIDE A5: Existe algum livro|filme|série|documentário que possa ter influenciado em alguma composição da banda? O que vocês indicam para quem está lendo essa entrevista?
Fernanda: Cada um traz uma bagagem, posso dizer por mim que os filmes da Agnès Varda me movem a pensar na arte e em suas diversas forma de expressão, criar em cima da criação, sentir 3 vezes mais e permitir. Indico o filme “As Praias de Agnès”.

 

INSIDE A5: O cenário político atual do Brasil prejudica em alguma coisa para as bandas? Vocês enxergam alguma luz no fim do túnel?
Fernanda: Luz há de ter, por favor! Está difícil, as casas de shows cada vez menos tem como nos pagar, às vezes até ficam no prejuízo, mas seguimos lutando para conseguir lucrar vendendo merchs ou pelo menos não pagando pra tocar. Inclusive, todos reclamam atualmente, não duvido que todas profissões estejam em uma época ruim.

Foto por: Fabricio Vianna

 

INSIDE A5: O que podemos aguardar de lançamentos para os próximos semestres? O que desejam alcançar a longo prazo?
Marcel: Ainda nesse ano vamos lançar mais um single lado A lado B e um clipe, pro primeiro semestre do ano que vem planejamos lançar um álbum ou ep e mais um clipe.
Acredito que pra longo prazo tentar consolidar ainda mais uma base de pessoas que curtam e sigam acompanhando nossos lançamentos, pra isso além do planejamento via internet as turnês são muito importantes para cada vez mais esse número de pessoas aumente e que quem ja viu o show leve mais amigos e quem ainda não viu que comente com pessoas próximas e acabe levando pro show quando voltarmos.

 

INSIDE A5: Considerações finais:
Fernanda: Esperamos que o som das bandas independentes alcancem vários ouvidos e públicos! Estamos todxs juntos e na torcida pra que os sonhos se realizem 🙂
Agradecemos pelas perguntas e pelo interesse, Inside A5!

 

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Inside A5 entrevista Sangue Ódio Hardcore

A banda está de volta depois de um longo tempo em Hiato e volta com os dois pés no peito, lançando seu novo EP, “Ousar Lutar, Ousar Vencer”, trocamos uma ideia sobre esse lançamento, ínicio da banda, interior, shows e muito mais.

 

INSIDE A5: Como e quando surgiu a banda? Nos conte um pouco da trajetória do início da banda, primeiros shows e gravações.
Fabio Anze: Bem a banda surgiu em 2002 na cidade de Ibiúna já faz tempo (risos), da formação original só restou eu e o Toshi. Bem o começo é sempre difícil ainda mais numa cidade como Ibiúna que não tinha bandas punks nem de Hardcore e nós vamos dizer assim fomos pioneiros então passamos por tudo tretas com pessoal que ouvia metal e por aí vai. Sobre a trajetória da banda por mais incrível que pareça começamos a tocar mais fora de Ibiúna do que na própria cidade principalmente em Sorocaba e Votorantim foram vários shows memoráveis como Sorocabandas, Rock Gol, shows no underground etc. Sobre as primeiras gravações cara sempre tivemos dificuldades com isso, a primeira demo nós gravamos em São Roque e se você ouvir hoje você acha que foi gravado nos anos 80 (risos), mas pra nós estava ótimo, até amadurecer a ideia de que tínhamos que buscar um qualidade e sonoridade nas gravações foi algo demorado nesta época nós tocamos mais e depois víamos se dava pra gravar.

 

INSIDE A5: A banda passou por um hiato, nos conte como tem sido essa volta?
Fabio Anze: A volta tem sido muito positiva apesar de ainda não estarmos tocando muito por inúmeras questões da vida de cada um, está volta está sendo muito significativa, os ensaios são muito produtivos, o André e o Gilmar são amigos de longa data, o Gilmar de longa data mesmo (risos), mas em resumo está volta está sendo muito madura e natural, e para mim com um significado maior pois temos algo real um perigo na nossa frente para protagonizarmos uma nova história deste país.

 

INSIDE A5: Ibiúna foi uma das cidades mais fortes do Hardcore do interior muito por conta de vocês, o que mudou daquele tempo para atualmente?
Fabio Anze: Bem não quero ser infeliz em meus comentários acredito que no nosso período fizemos o nosso corre e sempre buscamos trazer outras bandas para tocar junto independente de ser punk ou hardcore depois que paramos o pessoal fez bastante shows pessoal do Coletivo Bambu etc. Hoje em dia tem o Maicon que também faz os eventos dele, porém eu sinto falta de ter mais bandas, não só de punk e hardcore mas no geral. Na época que iniciamos teve várias bandas de vários estilos e isso é muito bom principalmente quando se tem a interação entre essa galera.
Hoje como eu citei tem poucas bandas, mas acredito que isso vai mudar e para melhor!

 

INSIDE A5: Nos conte um pouco sobre o material novo, como foi o processo de composição e gravação? Sobre o que as letras tratam?
Fabio Anze: Então nosso processo de composição não mudou muito por enquanto (risos) falo por enquanto pois está formação tem muito a crescer e tanto o André quanto o Gilmar tem muito a oferecer. Mas o processo é basicamente assim eu chego com uma base de guita e com a letra mostro pro Gil como eu pensei sobre a melodia e é claro deixo ele a vontade para pontuar e até mudar as melodias na música que o André compôs também foi no mesmo formato. Mas como eu disse apesar deste formato todos podem pontuar e colocar a característica deles em cada música.
Sobre as letras nós decidimos abordar vários assuntos e neste EP temos as músicas Ousar lutar, Ousar vencer que é uma das frases do Lamarca que lutou contra a ditadura e nos inspirou a escrever esse som, Resistir é Vencer que também é uma frase de Xanana Gusmão que lutou pela independência do Timor Leste. Mas como disse as letras estão bem amplas como por exemplo a Enquanto houver amanhã que fala sobre a questão da depressão.

 

 

INSIDE A5: O quanto a estrada é importante para a banda de vocês?
Fabio Anze: Cara a estrada é super importante para nós foi fundamental para amadurecimento da banda em vários sentidos durantes esses anos pois você passa várias situações desde furadas, shows fodas, várias situações mesmos e isso forja a banda tanto no palco quanto no ego. Neste momento com a nova formação está questão da estrada vai ser algo que vamos fazer gradativamente por conta dos compromissos particulares de cada integrante.

 

INSIDE A5: O quanto a política está envolvida com a música para vocês? Isso tem influenciado de qual forma para os eventos independentes, bandas, liberdade?
Fabio Anze: Bem para mim a política deveria estar envolvida primeiramente com cada ser humano, mas aqui no Brasil até isso nos educaram errado, pois a política pra muitos é o horário político e os candidatos e se resume nisso porém sabemos que política é o meu direito de escolher quando tocamos no Chile tivemos este forte impacto cultural político onde os meninos da banda Cenizas me falaram nós nascemos políticos, pois nós escolhemos o nosso caminho e o que queremos para eles isso e política olha a diferença com o que a grande maioria dos jovens do Brasil pensa, então respondendo sua pergunta se eu entendo o que é política e faço arte seja ela a música com toda certeza ela estará envolvida.

 

INSIDE A5: Quais os planos futuros? Novos materiais, tours, formações, etc.
Fabio Anze: Os planos é divulgar o EP buscando fazer shows onde conseguirmos (risos), não podemos esquecer que ficamos bastante tempo parado e com certeza muita gente não nos conhece, então pra fazer tour fica mais difícil, novos materiais estamos correndo atrás para montar nosso merch com camisetas, bottons , estamos planejando fitas K7 que em breve soltaremos está info que com certeza será muito legal e é isso. Formações, time que está ganhando melhor não mexer né? Estamos felizes com esta formação.

 

INSIDE A5: Considerações finais:
Fabio Anze: Bem gostaria de agradecer ao espaço sempre é importante o espaço que vocês criaram para divulgar o underground, isso é algo extraordinário, temos que enaltecer, sempre agradecer pelo apoio e suporte, muito obrigado Felipe e todos da Inside A5. Para a galera, bora entrar no bandcamp e baixar nosso EP, colar no show para aquele sing along against the Bolsonaro e afins.

Muito obrigado pelo espaço!

 


 

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Inside A5 entrevista Understand

Banda de hardcore de São Paulo formada em Julho de 2019 por membros e ex-membros de bandas como Uncage, Final Round, Veneno Lento, e Satya. Mensagens simples e diretas através de intensidade e melodia.

INSIDE A5: Como surgiu a ideia de montar a banda? A formação atual conta com quem?
Lucas: Ao voltar de Vitória-ES, onde passei um tempo estudando, senti a vontade de montar uma banda, dessa vez tocando guitarra. Tentei algumas vezes mas acabava indo para a bateria. Dessa vez decidi me manter firme até conseguir, rs. Foi conversando com o Phil (Filype), com que já tinha tocado junto no Uncage, que colocamos em ação a ideia de outra banda, dessa vez ele assumindo o microfone. Fiz alguns convites, e para o baixo chamei um amigo de longa data, o Cícero, que tocou comigo em uma banda na adolescência. Chamei para a segunda guitarra o Vinícius, que tentamos ter banda uma vez, assim como com o Diogo, que assumiu as baquetas.

Understand

 

INSIDE A5: Vocês lançaram recentemente o primeiro material, o “Get it Right”, como foi o processo de composição de gravação?
Lucas: Foi muito rápido e natural. Alguém aparecia com o som pronto já na cabeça, outro vinha com uma ideia e trabalhávamos em cima. Logo tínhamos 6 sons, os quais levamos para gravar, porém optando por apenas 4, os que mais consideramos “maduros” no momento de gravar. Um fator que facilitou foi a experiência em outros instrumentos dos integrantes. Fez com que dificilmente viesse apenas uma melodia, uma linha de guitarra ou baixo. Muitas vezes, o som vinha pronto, Phil e Vinícius muitas vezes vieram com o som gravado com mais guitarras ou até bateria, isso ajudou muito.

 

INSIDE A5: As músicas falam sobre quais temas?
Filype: A faixa título, “Get It Right”, marca a posição da banda, quase um manifesto. O mundo retrocedeu, mas não fazemos parte disso. Em “Control” a ideia foi fazer um pacote acerca dos inúmeros problemas da existência de estados-nações, principalmente na questão de fronteiras. “Not A Drill” segue a ideia da primeira faixa, reafirmando a necessidade de se posicionar diante à um cenário urgente. A última faixa, “The Enemy Inside”, traz um chamado à reflexão em nós mesmos. Ainda que nos vejamos como indivíduos conscientes, temos raízes nocivas. Sempre é válido nos observar e rever possíveis falhas.

 

INSIDE A5: Existe algum livro|filme|série|documentário que vocês se inspiraram ou usaram como referência para compor as músicas desse material?
Filype: Sem dúvida outras áreas artísticas inspiram indiretamente, mas especificamente no caso dessas 4 músicas a maior referência foi o cotidiano mesmo, visto em alguns pontos pelo viés libertário.

 

INSIDE A5: O que vocês gostam musicalmente? Quais bandas são referências de vocês?
Filype: Pra escrever, “Propagandhi”, “ManLiftingBanner”, e “Good Riddance” são fortes influências. Já musicalmente, tudo que mescla melodias com agressividade.

 

INSIDE A5: O que acham da cena atual política? Vocês acreditam que haja uma solução próxima? Isso impacta de alguma forma na música?
Filype: Sem dúvida impacta. A música pode servir como uma importante ferramenta de conscientização, logo, uma ameaça para alguns e uma forma de expressão para outras. Sobre o cenário político, não há terreno pra soluções breves, mas da mesma forma o declínio do sistema vigente é certo.
Lucas: Eu vejo as pessoas falando mais sobre política. Não que isso seja necessariamente bom, e claro que não há uma solução rápida para problemas tão intrincados em nossa história, mas esse governo fez com que muitas pessoas revelassem os inimigos ocultos em si mesmas.

 

INSIDE A5: O cenário hardcore atual do Brasil está em constante mudança, que pontos positivos e negativos vocês destacam?
Lucas: Vejo que essa constante mudança é inerente a música, a cena e mentalidade social. Falando mais especificamente do hardcore crítico e político é muito claro que o reflexo da política do país exerce grande influência. O hardcore renasce mais forte quando a sociedade mais precisa.

 

INSIDE A5: Quais são os próximos passos da banda? Eventos, tours, planos, rascunhos que tem no gatilho que podem nos adiantar.
Lucas: Queremos tocar! Esse é o maior plano. Estamos compondo e trabalhando em um material, que quando estiver no ponto, iremos gravar na sequência.

 

INSIDE A5: Finalizando …
Understand: Queremos agradecer a oportunidade e o espaço, e parabenizar também pelo trabalho excelente de levar bandas novas a uma maior amplitude, possibilitando assim o hardcore se firmar novamente e continuar servindo de molotov aos ouvidos dos que estão acabando com o mundo. Valeu!

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Links importantes sobre a banda

Inside A5 entrevista A SAGA

Trocamos uma ideia com nosso amigo, Clayton Clemente sobre A SAGA, tours, hardcore e muito mais, confira!

 

INSIDE A5: O que é A SAGA? Como e quando começou essa iniciativa?
Clayton Clemente: A Saga começou em 2003 com a ideia de organizar os shows na cidade de Guarulhos por ter uma cena fortíssima com várias bandas ligadas ao hardcore/punk.

 

INSIDE A5: Atualmente vocês têm atuado de qual maneira e em quais segmentos?
Clayton Clemente: Nós estamos trabalhando como selo e booking. Tentamos lançar as bandas que acreditamos e gostamos e como booking para realizar turnês.

 

INSIDE A5: Como foi a experiência com as tours que receberam? Conte mais sobre.
Clayton Clemente: A experiência é única na vida em realizar turnês, a troca de informações é importante nos dias atuais, em dias de relações virtuais. É um aprendizado eterno.

 

INSIDE A5: O que esse intercâmbio com bandas de fora trazem de experiência? Até que ponto o idioma e as fronteiras atrapalham nessas relações?
Clayton Clemente: As turnês com as bandas sul-americanas foram ótimas, temos muito o que aprender com os sul-americanos que vivem mais perto da gente e compartilham das mesmas batalhas diárias e sofrimentos. O idioma se encurta quando temos os mesmos ideias e as fronteiras são quebradas. Somos todos sul-americanos.

 

INSIDE A5: Com as bandas do Brasil, que tipo de trabalho vocês fazem?
Clayton Clemente: A ideia é tentar ajudar as bandas nacionais em divulgação, lançamento de matérias e organizando shows.

 

INSIDE A5: Como funciona para as bandas de fora do Brasil agilizarem uma tour em conjunto com A SAGA? Tem algum custo isso?
Clayton Clemente: As bandas entraram em contato direto conosco, não pedimos um custo, só os gastos com gasolina, pedágios, as bandas sempre ficaram livres para contribuir no final das turnês com o nosso trabalho. A satisfação em realizar uma turnê não tem preço.

 

 

INSIDE A5: Quais são os próximos passos da SAGA? Eventos, tours, planos, rascunhos que tem no gatilho que podem nos adiantar.
Clayton Clemente: Queremos realizar mais shows por aqui, eventos ligado ao veganismo e continuar com as turnês de bandas nacionais e sul-americanas. A meta é fazer uma turnê sul-americana acompanhando as banda do selo isso é algo que almejamos.

 

INSIDE A5: Aquela mensagem final:
Clayton Clemente: Vamos alimentar a esperança e pensar positivo mesmo nos dias de caos desse governo fascista de merda. Agradecer aos manos que sempre ajudam e acreditam nas loucuras que fazemos, os manos Gustavo, Felipe e Murilo, o pessoal de Tatuí, Campinas, Sorocaba, Piracicaba, Ibiúna, Itu, Rio de Janeiro, Santos, Mogi Mirim e Cambuí, pois sem eles as turnês não seriam possíveis.

 

 

Links importantes sobre A SAGA

 

Conheça a história do Inside A5

O que é o Inside A5? Como começou? Quando? Vocês são o This is Hardcore Sorocaba? Algumas perguntas que nos fazem as vezes, achamos legal escrever um pouco sobre nós mesmos e ajudar a solucionar certas dúvidas. Fizemos um resumo sobre nossa história, confira.

 

Foto por: Dhyego Xinxilah
2014: Transformando a ideia em ação

De início a proposta do Inside A5 era ser edições de Zines com iniciativa de divulgar bandas, projetos e artistas do interior de SP, sendo foco as cidades mais próximas de Sorocaba, entretanto a ideia acabou se transformando em algo maior do que apenas a produção de materiais impressos. Produzimos os primeiros eventos no final de 2014 e depois disso não paramos mais!

 

Foto por: Dhyego Xinxilah
2015: Faça você mesmx!

A organização de eventos e divulgação de projetos interioranos foram os dois focos principais de 2015, conseguimos nos primeiros meses do ano fazer nossos primeiros shows com bandas internacionais, recebemos em Sorocaba as bandas: Hello Bastards (Inglaterra) em fevereiro, Sport (França) em Abril, Uberyou (Suiça) em agosto e também as bandas: Toxic Carnage, Mar de Lobos, Suco de Criança, Mais que Palavras, Good Intentions, Afoite, Warehouse e Black Clovd. Foi o momento em que investimos em nós mesmos, aprendendo como fazer com as próprias mãos, sempre com o apoio de amig@s.

 

Foto por: Dhyego Xinxilah
2016: Depois que pisa firme, cê não para de andar!

A busca de atingir novas plataformas e novos meios foram nossas metas de 2016, com esse pensamento fomos juntando diversas bandas amigas para criar uma coletânea de bandas interioranas com seus singles e a denominamos “Coletânea Inside – Interior Hardcore #1” que saiu em 11 de junho de 2016.
Nesse mesmo ano começa nossa parceria com a Asteroid Entretenimento que nos deu o encargo de organizar o evento This is Hardcore Sorocaba, que foi fundamental para o aumento da visibilidade da inside A5 no meio Underground e Mainstream da música brasileira.
Por tudo isso foi um ano bem gratificante em torno de seus 12 meses e conseguimos trazer bandas como: Revivir (Chile), Futuro, Manger Cadavrê?, Jakke the Dog, Jovem Werther, Strawberry Licor, Incesto Andar, Corcel Luxo, Mar de Lobos, Make It Stop, Driving Home, DEP, Ínibia, The Walkstones, Bayside Kings, Institution, Afoite, Blackjaw, Vermenoise, Zerão, Fistt, Inner, Cristo Bomba, Hurry Up, Horace Green e Zander.

 

Foto por: Dhyego Xinxilah
2017: Outras pessoas, Outros Conceitos

Produzindo o This is Hardcore Sorocaba já a um no ano, em 2017 focamos na produção dos eventos dentro do Asteroid, foi um ano de muito trabalho duro e aprendizado.
Ajudamos diretamente A Saga, a organizar a tour das meninas do Derrumbando Defensas, diretamente do Chile, ajudando em toda logística de uma Tour pelo Brasil, uma experiência nova para nós.
Abrimos os palcos a bandas como: Hateen, Driving Home, Satya, Iníbia, Direction, One True Reason, Tempos de Morte, Dfacto (Chile), Afoite, Zerão, Disenteria, Bullet Bane, Menores Atos, Mendigo Mohamed, Bayside Kings, Curva Sur (Venezuela), Mais que Palavras, Derrumbando Defensas (Chile), Karma, Nada em Vão, Horace Green, Nollie, The Bombers, Neon Dharmas, Negative Side, Desventura, Sugar Kane, Dinamite Club, Inner, Good Intentions, Futuro, Shit Heroes, Make It Stop e Odd Man Out (Estados Unidos).

 

Foto por: Dhyego Xinxilah
2018: Tempo passou e ainda tô por aqui

O ano começa com um dos eventos mais legais que organizamos na história da produtora! Recebemos as bandas: Vicious X Reality (Polônia), Time And Distance e Strong Reaction para um dos shows mais intenso que vimos nos últimos anos. Em parceria com A Saga em 2018, ajudamos a organizar a tour da banda, Ecocídio (Argentina) pelo estado de São Paulo.
Em 2018 recebemos as bandas: Vicious x Reality (Polônia), Time And Distance, Strong Reaction, Ecocídio (Argentina), Mar de Lobos, Antilhano, Blackjaw, Never Too Late, Eu Serei a Hiena, Derrota, Pense, Afoite, Damn Youth, Toxic Carnage, Bastardo, O Inimigo, Bioma, Sangue Ódio Hardcore, Menores Atos, Turning Off, The Completers, Cama Rosa, Ructus, One True Reason, Final Round, Justa Vingança, Decurso Drama, Blind Cause, Make It Stop, Fuzzy Fuzz, entre outras. Organizamos a primeira edição do Veg Fest Sorocaba, que foi um evento incrível com Veganismo, Flash de Tattoo, Estampagem de camiseta gratuita, Exposição, Material Independente e música, o evento foi um sucesso tão grande que acabou toda a comida muito antes do horário planejado, puro sucesso!

 

Foto por: Dhyego Xinxilah
2019: Novo dia, novo começo (quem vem lá?)

Estamos trabalhando firme com nossos eventos, blog e produzindo sempre, aceitamos novas parcerias, amizades e trabalhos. Você pode acompanhar nossos trabalhos aqui pelo nosso Blog ou por nossas redes sociais.

 

Inside A5 entrevista Hayz

HAYZ é um trio de queercore formado em 2018 em São Paulo. Foi trocando cartas sociais nos anos 90 que Josie (voz/guitarra) e Roberta (bateria) se conheceram. Desde então, passaram a se admirar musicalmente à distância. Josie conheceu Bruna (baixo/voz) nos anos 00, quando foi convidada para tocar no Festival Mulheres no Volante, organizado por ela. Mas foi somente em 2018 que Itapevi, Brasília e Juiz de Fora realmente se conectaram, dando origem à HAYZ. No dia 8 de março deste ano, a banda lançou seu EP de estreia, “Não Estamos Mais em Casa”. Profundamente influenciado pela sonoridade de bandas dos anos 90 e 2000, como Longstocking, Third Sex e Team Dresch, o EP foi gravado ao vivo em apenas sete horas no Estúdio Papiris, em São Paulo, e mixado e masterizado por Caio Monfort. O EP foi lançado em parceria com os selos Efusiva (Rio de Janeiro) e Howlin’ Records (São Paulo).

 

INSIDE A5: Como surgiu a ideia de montar a banda? A vida de vocês mudou em quais sentidos depois que começaram essa iniciativa?
Bruna Provazi: Nós 3 somos de cidades diferentes (Juiz de Fora, Brasília e Itapevi). A Josie e a Roberta se conheceram trocando zines nos anos 90. Eu (Bruna) conheci a Josie quando convidei a banda dela pra tocar no festival feminista (Mulheres no Volante), que eu organizava em Juiz de Fora, em 2009. Mas desde então não nos falamos mais. Apesar de termos contextos diferentes, todas nós começamos a tocar em bandas punks na adolescência, e todas estávamos há pelo menos 5 anos sem tocar. Em 2018 a Josie resolveu voltar a fazer som e nos chamou. Então acho que foi o encontro perfeito.

 

INSIDE A5: Como foi o processo de composição e gravação do “Não estamos mais em casa”? As letras tratam de quais temas?
Josie Lucas: Esse EP foi gravado meio no susto. Tínhamos algumas músicas prontas e começamos a falar pras pessoas que a banda existia e sempre perguntavam se já tínhamos algum material pra mostrar, daí a necessidade de gravar tendo apenas 6 meses de banda. As letras falam de temas comuns (embora nada agradáveis) a muitas mulheres nesse país, como abuso, estupro, discriminação.

 

INSIDE A5: Algum livros|filmes|séries|podcasts|documentários ajudaram vocês se inspirarem para compor esse material? O que vocês indicam para quem está lendo essa entrevista?
Josie Lucas: É claro que as letras acabam sendo resultado também da cultura que a gente consome, mas não pensamos em livros ou filmes específicos para compor as músicas do EP. Gostamos do podcast Pedaleiras, que é idealizado pela Yasmin e fala sobre mulheres, rock e bicicletas. Tem entrevistas e toca um monte de coisa legal. Gostamos também do Conversa Afinada, que é do João Pedro do blog Crush in Hi-Fi.
Bruna Provazi: Um livro que me influenciou bastante na época em que voltei a tocar foi a biografia da Carrie Brownstein, vocal/guitarra do Sleater-Kinney (“Hunger Makes Me a Modern Girl”). Me identifiquei com algumas situações que elas vivenciaram como uma banda feminista underground e, sobretudo, é muito inspirador você sentir que quer fazer isso pra sempre, apesar de todas as dificuldades.

 

INSIDE A5: Quais as diferenças positivas e negativas no cenário independente que vocês destacam de quando começaram a participar da cena para agora?
Bruna Provazi: Hoje acho que temos menor tolerância para questões que sempre estiveram presentes na cena, como machismo e racismo. Muitas denúncias vieram à tona nos últimos anos e isso foi muito importante para dar visibilidade a problemas como assédio, que sempre rolaram. Por outro lado ainda precisamos todos os dias lutar pelo nosso espaço, porque ainda vemos festivais de hardcore com lineup 100% de homens brancos héteros sendo tratados com naturalidade. E se a gente olha para a quantidade de pessoas negras na cena, vemos que o problema é ainda mais profundo.

Foto por: Juliana Marotta 

INSIDE A5: Vocês fazem outras atividades culturais fora da banda? Nos conte um pouco sobre.
Bruna Provazi: Eu organizei o Festival Mulheres no Volante por 10 anos em Juiz de Fora. Hoje em dia colaboro com outras iniciativas que já existem aqui em São Paulo, como o Desviantes Fest. E esse ano dirigi meu primeiro curta-metragem, SANTATERROR, sobre porno-terrorismo.

 

INSIDE A5: O quanto a política está envolvida com a música para vocês? Isso tem influenciado de qual forma para os eventos independentes, bandas, liberdade?
Josie Lucas: O momento político do país é catastrófico, estamos vivendo um cenário que dificilmente não interfira na vida de qualquer pessoa envolvida com música, ainda mais com música de contestação. A polícia está cada vez mais se sentindo autorizada a reprimir, impedir eventos. Nós pensamos na música como uma forma de resistir a tudo que vem sendo naturalizado nesse país, como o assassinatos de LGBTQIA+, o massacre ao povo preto nas periferias e ao retrocesso em relação a condição das mulheres. A nossa música sempre vai caminhar junto com as questões políticas.

 

 

INSIDE A5: O que vocês desejam alcançar com a banda que ainda não foi possível? Quais os planos futuros? Novos materiais, tours, formações, etc.
Bruna Provazi: Nossa ideia é lançar um single e um clipe novo ainda neste ano, e em 2020 gravar um álbum cheio, com músicas que estamos começando a compor agora. Se nossa rotina permitir, hehehe, temos muita vontade de fazer uma turnê no nordeste e quem sabe mais longe também.

 

INSIDE A5: Para finalizar:
Josie Lucas: Brigada pelo espaço e pelo interesse na banda. Aproveitamos pra convidar as pessoas pros nossos shows, apoiem a cena das minas e dos LGBTQIA+, tem muita coisa boa rolando.

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Links importantes sobre a banda:

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5 músicas que você deve ouvir e refletir #1

Você já ouviu uma música que te mostrou outras maneiras de pensar, agir ou entender o mundo a sua volta? Entre letras e poemas, resolvemos separar aqui cinco músicas para você ouvir e refletir sobre sua realidade.

 

Rafael XVX – Além do Paladar

Você já se perguntou como o cotidiano capitalista e a indústria alimentar interferem brutalmente em nossa alimentação? Esse é ponto chave da música escrita por Rafael Bessa, abordando tópicos como autoconhecimento através da saúde, ligações da indústria farmacêutica com a comida e o propósito da comida, Rafael traz uma reflexão a considerar: “Entender que só o sabor não é tudo – A vida é tudo”.

 

Leia a letra completa aqui:
https://genius.com/Rafael-xvx-alem-do-paladar-lyrics

 

Mais que Palavras – Perdidos

Refletir sobre suas ações deve ser recorrente, pois vivemos dentro de uma sociedade que tem diversos dogmas violentos, preconceituosos e excludentes. Para não repeti-los em situações de fragilidade, temos que entrar a fundo em como reagir à situações de dificuldade, assim sendo, vale a pena escutar essa música e refletir sobre suas ações e relações.

 

Leia a letra completa aqui:
https://www.letras.mus.br/mais-que-palavras/perdidos/

 

TuNa – O Caldeirão da Sonia Hirsch

Cotidiano em sociedade pode desgastar muito nossa saúde mental e física, então temos que encontrar maneiras para evitar esses desgastes. Essa canção da banda TuNa, representa uma vida anti-cotidiana e foca em como nosso corpo deveria estar mais em contato com a natureza e menos com coisas criadas pelo capitalismo, pois as doenças programadas também encontram-se em nossos modos de vida.

 

Leia a letra completa aqui:
https://tunapunkrock.bandcamp.com/track/o-caldeirao-da-sonia-hirsch

 

 

Colligere – Transformada em Escudo e Espada a Palavra

O despertar da consciência e crítica é um ponto fundamental em toda guerra de classes, por isso transformar em escudo e espada a palavra é fundamental para combatermos quem dá as ordens em nossa sociedade.
Que a luta seja nosso lugar seguro, pois ela será o nosso despertar. Considero essa canção do Colligere bem ampla, pois ele não explica os passos da nossa revolta, porém ela sintetiza a revolta em seu poema.

 

Leia a letra completa aqui:
https://www.letras.mus.br/colligere/136055/

 

 

Point Of No Return – Resposta a Sangue e Fogo

A miséria sempre existirá enquanto houver uma elite, pois nesse plano a elite garante seu poder, reprimindo brutalmente as classes mais pobres em nome da ordem e do progresso. Resposta a Sangue e Fogo é um grito em nome da resistência e humanização, pois reivindicar as terras, os nomes e a história é algo fundamental para queimarmos esse cenário e preparar o solo para a revolução.

 

Leia a letra completa aqui: 
https://www.letras.mus.br/point-of-no-return/804055/

 

 

São cinco músicas que mudaram minha perspectiva em diversos aspectos, que achei importante compartilhar, em breve novas listas em outras visões.
Texto por: Murillo Fogaça